Em 27 de janeiro de 2025, tive a honra de assistir à cerimônia que marcou os 80 anos da libertação de Auschwitz-Birkenau. O evento reuniu cerca de 50 delegações internacionais e líderes mundiais e judaicos, incluindo o presidente da França, Emmanuel Macron, o rei Charles III, da Inglaterra, o rei da Espanha, Felipe VI, o chanceler alemão Olaf Scholz, o presidente da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, os presidentes do Congresso Judaico Mundial, Ronald S. Lauder, e do Yad Vashem, Dani Dayan, entre outros. Também estiveram presentes 56 sobreviventes do Holocausto – um número que diminui a cada ano.
Desta vez os políticos não discursaram – ouviram-se as vozes dos sobreviventes, testemunhas vivas do horror.
Ronald S. Lauder fez um dos discursos mais impactantes da cerimônia. Ele traçou um paralelo entre o Holocausto e a atual escalada do antissemitismo, ressaltando que o que aconteceu em Israel, no dia 7 de outubro de 2023, e em Auschwitz têm a mesma raiz: “um ódio ancestral contra os judeus”. E nos advertiu, ainda, que: “o antissemitismo teve cúmplices naquela época e ainda os tem, hoje”.
Embora nada se compare à maligna magnitude do Holocausto, o massacre perpetrado pelo Hamas trouxe semelhanças. Os terroristas assassinaram indiscriminadamente – homens, mulheres, idosos, crianças, e cometeram atrocidades que lembram as dos nazistas, com igual crueldade.
As mesmas sementes que fizeram germinar o Holocausto estão presentes hoje: a incitação ao ódio, a legitimação da violência e a disseminação sistemática do antissemitismo, impulsionada por mentiras e desinformação. Como destacou Lauder, a Noite dos Cristais foi um teste para os nazistas. Quando Hitler percebeu que o mundo não reagiu ao ataque contra os judeus, sentiu-se livre para avançar com seus planos para a “soluçao final ao problema judaico”.
O mesmo ocorreu com os terroristas que atacaram Israel: de um lado foram financiados e apoiados politicamente por governos, do outro receberam o apoio de acadêmicos e setores da mídia. Esse apoio contribuiu para legitimar sua violência sob o pretexto de “resistência” e “luta pela liberdade”.
A reação global ao massacre de 7 de outubro é alarmante. Em vez de condenar os terroristas, muitos buscaram justificá-los e criticaram Israel, antes mesmo que o país iniciasse sua resposta militar.
Acreditava-se que os horrores do Holocausto houvessem ensinado ao mundo uma lição definitiva, mas o assassinato de seis milhões de judeus não foi suficiente para erradicar o ódio contra nós.
Durante a cerimônia, Leon Weintraub, sobrevivente de Auschwitz, de 99 anos, declarou: “Neste lugar, onde foi introduzida a técnica do assassinato em massa e industrial, sinto uma dor imensa ao ver que, em muitos países europeus, pessoas vestindo uniformes nazistas podem marchar impunemente”. Outra sobrevivente, Tova Friedman, afirmou: “Nossa vingança foi construir um país judeu forte e criar nossas famílias em paz”.
De fato, a resposta mais poderosa ao Holocausto foi a criação do Estado de Israel – um país judeu soberano, capaz de proteger seu povo e garantir que os judeus nunca mais fiquem indefesos. No entanto, como fomos duramente lembrados em 7 de outubro de 2023, não basta ter um país judeu. É preciso defendê-lo a qualquer custo – seja contra aqueles que tentam destruí-lo militarmente, seja contra os que buscam enfraquecê-lo na política e na opinião pública. A história nos ensina uma lição incontestável: a sobrevivência do Povo Judeu exige vigilância, determinação e força.
Em breve, celebraremos Pessach. Durante o Seder vamos reler as palavras da Hagadá: “Pois não foi apenas um inimigo que se levantou contra nós para nos destruir; mas, em cada geração, levantam-se contra nós a fim de nos destruir. Mas o Santo, Bendito é Ele, nos salva de suas mãos”. Nossos antepassados sofreram perseguições e massacres – mas foram redimidos por D’us, que os libertou e os escolheu como Seu povo.
Pessach nos ensina que o mal é derrotado e o bem prevalece. Mesmo nos momentos mais sombrios, a luz sempre ressurge. Assim, quando o Povo de Israel enfrenta a dor e os desafios deste período, mantemos firme nossa fé de que, em breve, teremos um amanhecer ainda mais forte e luminoso.
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