Morashá

CARTA AO LEITOR:
ANO XXVII N.106 DEZEMBRO 2019

A festa de Chanucá celebra milagres: a vitória militar dos Macabeus e o subsequente fenômeno sobrenatural do azeite de oliva, ocorrido durante a reinauguração do Segundo Templo Sagrado de Jerusalém.

Nossos sábios instituíram essa festa para comemorar ambos os milagres. Contudo, após a queda do Segundo Templo de Jerusalém, alguns rabinos argumentavam que não mais havia motivo para celebrar essa festa. Na cidade de Lod, na Terra de Israel, Chanucá chegou a ser abolida. No entanto, o Povo Judeu decidiu que, apesar da queda do Templo, continuaria a celebrar a data.

Uma das razões é que a Festa das Luzes celebra também a eternidade de uma Nação Sagrada, ensinando-nos que as estruturas físicas podem ser destruídas, mas não as espirituais.

O milagre do azeite – o fenômeno sobrenatural de uma luz que deveria ter-se apagado após um dia, mas que permaneceu brilhando durante oito – ensina que a luz de Israel nunca será apagada, e que D’us fará tantos milagres quantos forem necessários para assegurar a eternidade do Povo Judeu

Nossa própria existência, como povo, é um milagre. Apesar de dois milênios de exílio, perseguição e até mesmo genocídio o Povo de Israel, ao contrário de tantos outros povos da antiguidade, continua a existir. Ainda hoje, ataques diários de todos os tipos são realizados contra o Estado de Israel e os judeus da Diáspora. E vemos, como lembrou o Rabino Jonathan Sacks, que o mundo não tem memória, e despontam manifestações contra nosso povo baseadas num ódio cego e supremacista.

Há mais de dois mil anos, o Povo de Israel vem celebrando Chanucá, ano após ano, em todos os países onde há judeus, porque a Luz Divina personificada pelo Povo Judeu e pela Torá não foi e nunca poderá ser extinguida.

A Menorá, que era acesa no Tabernáculo, no deserto, e no Templo Sagrado de Jerusalém, está também presente dentro de cada um de nós. O Rei Salomão, o mais sábio dos homens, escreveu: “A vela de D’us é a alma do homem” Esse ensinamento constitui o principal tema de Chanucá.

Nas oito noites da linda Festa das Luzes, acendemos a Chanuquiá, cuja luz nos lembra que nossa missão no mundo é acender a Menorá celestial que existe dentro de nossa alma e usar seu fogo espiritual para iluminar o mundo que nos rodeia.

Chanucá Sameach!

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CARTA AO LEITOR:
ANO XXVII N.106 DEZEMBRO 2019

A festa de Chanucá celebra milagres: a vitória militar dos Macabeus e o subsequente fenômeno sobrenatural do azeite de oliva, ocorrido durante a reinauguração do Segundo Templo Sagrado de Jerusalém.

Nossos sábios instituíram essa festa para comemorar ambos os milagres. Contudo, após a queda do Segundo Templo de Jerusalém, alguns rabinos argumentavam que não mais havia motivo para celebrar essa festa. Na cidade de Lod, na Terra de Israel, Chanucá chegou a ser abolida. No entanto, o Povo Judeu decidiu que, apesar da queda do Templo, continuaria a celebrar a data.

Uma das razões é que a Festa das Luzes celebra também a eternidade de uma Nação Sagrada, ensinando-nos que as estruturas físicas podem ser destruídas, mas não as espirituais.

O milagre do azeite – o fenômeno sobrenatural de uma luz que deveria ter-se apagado após um dia, mas que permaneceu brilhando durante oito – ensina que a luz de Israel nunca será apagada, e que D’us fará tantos milagres quantos forem necessários para assegurar a eternidade do Povo Judeu

Nossa própria existência, como povo, é um milagre. Apesar de dois milênios de exílio, perseguição e até mesmo genocídio o Povo de Israel, ao contrário de tantos outros povos da antiguidade, continua a existir. Ainda hoje, ataques diários de todos os tipos são realizados contra o Estado de Israel e os judeus da Diáspora. E vemos, como lembrou o Rabino Jonathan Sacks, que o mundo não tem memória, e despontam manifestações contra nosso povo baseadas num ódio cego e supremacista.

Há mais de dois mil anos, o Povo de Israel vem celebrando Chanucá, ano após ano, em todos os países onde há judeus, porque a Luz Divina personificada pelo Povo Judeu e pela Torá não foi e nunca poderá ser extinguida.

A Menorá, que era acesa no Tabernáculo, no deserto, e no Templo Sagrado de Jerusalém, está também presente dentro de cada um de nós. O Rei Salomão, o mais sábio dos homens, escreveu: “A vela de D’us é a alma do homem” Esse ensinamento constitui o principal tema de Chanucá.

Nas oito noites da linda Festa das Luzes, acendemos a Chanuquiá, cuja luz nos lembra que nossa missão no mundo é acender a Menorá celestial que existe dentro de nossa alma e usar seu fogo espiritual para iluminar o mundo que nos rodeia.

Chanucá Sameach!


ANTISSEMITISMO

Como deter a escalada do antissemitismo?

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Como podemos lutar contra o antissemitismo que toma conta dos Estados Unidos e da Europa? A historiadora Deborah Lipstadt responde, no artigo que reproduzimos a seguir, “A melhor maneira de combater o antissemitismo? A alegria judaica!”. Esse é o título da matéria publicada pela historiadora em outubro, e faz parte de uma série que celebra um ano do massacre na sinagoga “Tree of Life”, em Pittsburgh.

Edição 106 - Dezembro de 2019

ISRAEL HOJE

Descobrindo o  Israel Bíblico

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Ainda que seja um estado moderno, com tecnologia de ponta presente em seu dia-a-dia, é quase impossível andar por Israel sem sentir uma forte conexão com seu passado bíblico. As opções são muitas em uma região onde, em cada passeio, há uma lição de história, uma conexão religiosa, uma viagem ao passado, uma emoção diferente.

Edição 106 - Dezembro de 2019

HOLOCAUSTO

Eva Geiringer Schloss: "Irmã Postiça" de Anne Frank

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Eva Geiringer Schloss conheceu de perto o inferno. Ainda adolescente, foi capturada e transportada para Auschwitz-Birkenau, teve melhor sorte que Anne Frank e conseguiu sobreviver à 2ª Guerra. Escreveu dois livros e uma peça de teatro relatando suas experiências. Hoje mora em Londres e se dedica a perpetuar a memória do Holocausto.

Edição 106 - Dezembro de 2019

HOLOCAUSTO

Franceska Mann, símbolo  de resistência e bravura

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23 de outubro de 1943. No vestiário do Crematorium II de Auschwitz-Birkenau, quando poucos passos a separavam das câmaras de gás, Franceska Mann, uma bailarina judia polonesa, consegue arrebatar a arma de um oficial nazista e dispara, acertando-o em cheio. Esse relato de testemunhas oculares consta dos anais do Tribunal Militar Internacional, de Nuremberg.

Edição 106 - Dezembro de 2019

COMUNIDADES DA DIÁSPORA

Judeus da Alemanha: triunfos e tragédias

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Traçar a história dos judeus alemães desde a Idade Moderna até o início do século 20 é traçar seu anseio por pertencer a uma cultura que os fascinava e serem aceitos por um povo que, como tantos outros, os desprezava. A dualidade de ser alemão e ser judeu foi uma questão que atormentou os judeus alemães. Em nenhum outro país da Europa essa ansiedade por pertencer e essa dualidade de sentimentos foi sentida tão profundamente como lá.

Edição 106 - Dezembro de 2019

COMUNIDADES DA DIÁSPORA

O papel dos judeus de Argel na ocupação francesa

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A conquista da Argélia pela França, em 1830, uma ocupação que marcou o início do Segundo Império Colonial Francês1, ocorreu devido a múltiplos fatores, entre eles a supressão da pirataria e rivalidades comerciais. Mas o cerne da decisão de invadir o país foi um escândalo econômico, centrado em uma enorme dívida contraída pela França imperial contra uma casa comercial pertencente a duas das famílias judaicas mais poderosas nos países islâmicos, à época – Bakri e Busnach.

Edição 106 - Dezembro de 2019

HISTÓRIA DE ISRAEL

Um Dia de 72 Horas

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Foram três dias tão tensos e intensos, tão incertos e tão dramáticos – 12,13 e 14 de maio de 1948 – que pareceram ter sido um dia só. Foram as últimas 72 horas – quarta, quinta e sexta-feira - do domínio britânico na antiga Palestina que se estendera por 26 anos. Um período no qual os ingleses sempre estiveram empenhados em obstruir, através de força, a criação de um Estado Judeu.

Edição 106 - Dezembro de 2019

CIÊNCIA E TECNOLOGIA

Genética e Ancestralidade Judaica

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Como a Genética vem prevenindo doenças graves e de alta frequência em judeus e a importância da conscientização da comunidade.

Edição 106 - Dezembro de 2019

CHANUCÁ

Os Milagres no Judaísmo

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Chanucá e Purim – as duas festas rabínicas – celebram milagres que o Povo Judeu vem comemorando, geração após geração, há mais de dois mil anos. As festas bíblicas, particularmente Pessach – que marca a gênese do Povo Judeu como nação plena – também celebram, de uma forma ou de outra, milagres realizados por D’us com nossos ancestrais. Não há dúvida de que os milagres predominam no Judaísmo e constituem um assunto que a maioria das pessoas julga fascinante. Mas, o que é um milagre? Como o define o Judaísmo? E qual o seu propósito?

Edição 106 - Dezembro de 2019

CHANUCÁ

Acendendo a Chanuquiá

Acendendo a Chanuquiá

Ano após ano, à época de Chanucá, as luzes são acesas em todos os lares judaicos para celebrar os acontecimentos daqueles dias, com cânticos de louvor a D'us. assim, os caminhos de Israel são iluminados pela mensagem eterna: "a luz espiritual de Israel nunca será apagada".

Edição 106 - Dezembro de 2019