Morashá

CARTA AO LEITOR:
ANO XXVIII N.109 DEZEMBRO 2020

Ao receber a Morashá, milhões de judeus estarão prestes a acender as luzes de Chanucá. Durante as oito noites da festa, celebramos a milagrosa vitória dos macabeus sobre os sírio-gregos e o subsequente milagre do óleo ocorrido no Templo Sagrado de Jerusalém.

No entanto, nossos Sábios não instituíram a festa para celebrar o milagre do óleo, e sim, a vitória militar dos macabeus.  Ao celebrar essa festa por meio do acendimento da Chanuquiá afirmamos que as maiores vitórias do Povo Judeu são alcançadas não com guerras e sim quando alcançamos a paz.

Esta festa celebra dois milagres. O primeiro, a vitória militar, ensinando-nos que, com a ajuda de D’us, podemos prevalecer até mesmo sobre os mais poderosos oponentes. E o segundo, o óleo, simboliza uma das maiores aspirações da Torá: a paz. Nossos Sábios ensinam que a paz é uma bênção abrangente, que inclui todas as demais. É por esse motivo que concluímos nossas orações pedindo a D’us que nos abençoe com paz.

Embora seja o maior anseio do Povo Judeu, nem sempre a paz esteve ao nosso alcance. Infelizmente em nossa história nem sempre pudemos escolher não guerrear. Mas, em situações em que a verdadeira paz constitui uma opção, ela é infinitamente preferível à guerra.

A história do Estado de Israel é, em muitos aspectos, uma réplica da história de Chanucá. Os valentes soldados das FDI são os atuais macabeus: há mais de sete décadas, defendem o Estado Judeu contra países que tentam destruí-lo. Contudo, o mandamento da festa de Chanucá – o acendimento das luzes – nos ensina que nosso objetivo final não é eliminar os inimigos derrotando-os, mas sim, fazer a paz e transformar antigos inimigos em amigos e aliados.

O conflito árabe-israelense parecia insolúvel. Parecia que Israel poderia triunfar na guerra, mas nunca conseguiria fazer a paz com os países árabes. Mas nos últimos meses, presenciamos um milagre: o recente tratado de paz entre o Estado de Israel e importantes países árabes. Nações que até então se recusavam a reconhecer a legitimidade de Israel agora o abraçam. Estabeleceram relações de paz e amizade com Israel porque perceberam que o Estado Judeu é uma fonte de luz no Oriente Médio: uma fortaleza contra o terrorismo e o extremismo, e avançada fonte de tecnologia, pesquisa e inovação.

Injustamente difamado por tanto tempo, Israel é hoje apreciado pelo que representa: um farol de luz no mundo. Esperamos que mais países sigam esse caminho para que o Oriente Médio não mais seja uma região de conflitos e guerras, mas de paz e amizade, de crescimento econômico e avanços tecnológicos para todos os envolvidos.

Como na história de Chanucá, a vitória militar foi seguida pelo milagre da luz – a paz. Apesar do caos em que se encontra o mundo, causado por um vírus que derrubou todos os países, provocando mais de um milhão de mortes e o caos nas economias, Israel está presenciando um verdadeiro milagre.

Como escreveu o Rabino Jonathan Sacks, Z”tl: “Há algo no espírito humano que sobrevive mesmo em meio às piores tragédias e nos permite reconstruir nossas vidas destroçadas, nossas instituições e países tão duramente afetados .... Trata-se do sempre renovado poder da fé, simbolizado por Chanucá e sua luz inextinguível de esperança”.

As palavras do estimado Rabino Lord Jonathan Sacks, ZT”l sempre conseguiram inspirar todos em sua volta e continuarão a inspirar no futuro, apesar de ele não estar mais entre nós. No fechamento desta edição fomos abalados pela notícia de seu prematuro falecimento. Palavras não podem expressar a grande perda que isso representa. O mundo perdeu um grande líder e pensador de nosso tempo, cujas palavras serviram de inspiração para judeus e não-judeus e cujas mensagens, de brilho e visão incomuns, transmitiam esperança a todos. Tehi Nishmató Tzurá Bitzror Hachaim, “Que sua alma tenha sido acolhida na corrente da vida eterna”.

Nesta festividade que se aproxima, juntamente com milhões de judeus, em Israel e no restante do mundo, acenderemos a Chanuquiá, com a firme esperança de que suas luzes tragam mais luz ao mundo e fomentem a paz entre todas as nações.

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CARTA AO LEITOR:
ANO XXVIII N.109 DEZEMBRO 2020

Ao receber a Morashá, milhões de judeus estarão prestes a acender as luzes de Chanucá. Durante as oito noites da festa, celebramos a milagrosa vitória dos macabeus sobre os sírio-gregos e o subsequente milagre do óleo ocorrido no Templo Sagrado de Jerusalém.

No entanto, nossos Sábios não instituíram a festa para celebrar o milagre do óleo, e sim, a vitória militar dos macabeus.  Ao celebrar essa festa por meio do acendimento da Chanuquiá afirmamos que as maiores vitórias do Povo Judeu são alcançadas não com guerras e sim quando alcançamos a paz.

Esta festa celebra dois milagres. O primeiro, a vitória militar, ensinando-nos que, com a ajuda de D’us, podemos prevalecer até mesmo sobre os mais poderosos oponentes. E o segundo, o óleo, simboliza uma das maiores aspirações da Torá: a paz. Nossos Sábios ensinam que a paz é uma bênção abrangente, que inclui todas as demais. É por esse motivo que concluímos nossas orações pedindo a D’us que nos abençoe com paz.

Embora seja o maior anseio do Povo Judeu, nem sempre a paz esteve ao nosso alcance. Infelizmente em nossa história nem sempre pudemos escolher não guerrear. Mas, em situações em que a verdadeira paz constitui uma opção, ela é infinitamente preferível à guerra.

A história do Estado de Israel é, em muitos aspectos, uma réplica da história de Chanucá. Os valentes soldados das FDI são os atuais macabeus: há mais de sete décadas, defendem o Estado Judeu contra países que tentam destruí-lo. Contudo, o mandamento da festa de Chanucá – o acendimento das luzes – nos ensina que nosso objetivo final não é eliminar os inimigos derrotando-os, mas sim, fazer a paz e transformar antigos inimigos em amigos e aliados.

O conflito árabe-israelense parecia insolúvel. Parecia que Israel poderia triunfar na guerra, mas nunca conseguiria fazer a paz com os países árabes. Mas nos últimos meses, presenciamos um milagre: o recente tratado de paz entre o Estado de Israel e importantes países árabes. Nações que até então se recusavam a reconhecer a legitimidade de Israel agora o abraçam. Estabeleceram relações de paz e amizade com Israel porque perceberam que o Estado Judeu é uma fonte de luz no Oriente Médio: uma fortaleza contra o terrorismo e o extremismo, e avançada fonte de tecnologia, pesquisa e inovação.

Injustamente difamado por tanto tempo, Israel é hoje apreciado pelo que representa: um farol de luz no mundo. Esperamos que mais países sigam esse caminho para que o Oriente Médio não mais seja uma região de conflitos e guerras, mas de paz e amizade, de crescimento econômico e avanços tecnológicos para todos os envolvidos.

Como na história de Chanucá, a vitória militar foi seguida pelo milagre da luz – a paz. Apesar do caos em que se encontra o mundo, causado por um vírus que derrubou todos os países, provocando mais de um milhão de mortes e o caos nas economias, Israel está presenciando um verdadeiro milagre.

Como escreveu o Rabino Jonathan Sacks, Z”tl: “Há algo no espírito humano que sobrevive mesmo em meio às piores tragédias e nos permite reconstruir nossas vidas destroçadas, nossas instituições e países tão duramente afetados .... Trata-se do sempre renovado poder da fé, simbolizado por Chanucá e sua luz inextinguível de esperança”.

As palavras do estimado Rabino Lord Jonathan Sacks, ZT”l sempre conseguiram inspirar todos em sua volta e continuarão a inspirar no futuro, apesar de ele não estar mais entre nós. No fechamento desta edição fomos abalados pela notícia de seu prematuro falecimento. Palavras não podem expressar a grande perda que isso representa. O mundo perdeu um grande líder e pensador de nosso tempo, cujas palavras serviram de inspiração para judeus e não-judeus e cujas mensagens, de brilho e visão incomuns, transmitiam esperança a todos. Tehi Nishmató Tzurá Bitzror Hachaim, “Que sua alma tenha sido acolhida na corrente da vida eterna”.

Nesta festividade que se aproxima, juntamente com milhões de judeus, em Israel e no restante do mundo, acenderemos a Chanuquiá, com a firme esperança de que suas luzes tragam mais luz ao mundo e fomentem a paz entre todas as nações.


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Edição 109 - Dezembro de 2020

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SÁBIOS

Rabino Lorde Jonathan Sacks Zt"l

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Judeus povoam Nobel de 2020

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O judaísmo acredita que o homem pode mudar a situação em que se encontre, bem como a tristeza e a depressão através de seus pensamentos, palavras e ações e, principalmente, tendo absoluta fé em que D'us é mais poderoso do que qualquer situação que se esteja vivendo.

Edição 109 - Dezembro de 2020

CHANUCÁ

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A festa de Chanucá comemora uma guerra religiosa que foi travada para preservar a pureza e a integridade da Torá. A guerra dos Hasmoneus foi uma luta em prol do Judaísmo e contra a assimilação – uma luta por uma identidade religiosa judaica.

Edição 109 - Dezembro de 2020