Morashá

Tishá b´Av

Tishá b´Av – o nono dia do mês hebraico de Menachem Av – é o dia nacional de luto para o Povo Judeu. Nessa data, jejuamos durante mais de 24 horas e choramos a queda de Jerusalém e seu Templo Sagrado e os muitos outros episódios trágicos na História Judaica, vários dos quais ocorreram ou se iniciaram em Tishá b’Av.


Além de Yom Kipur, Tisha B’Av é a única data em que nós, judeus, jejuamos durante um dia inteiro. Em Tisha B’Av, não é permitido comer; não podemos nem beber água. Também não é permitido se banhar, usar sapatos de couro e ter relações conjugais.

Aconteceu em Tisha b’Av

Em Tisha b’Av do ano de 133 E.C, a cidade judaica de Betar, local da batalha final entre Roma e Jerusalém, caiu em mãos dos romanos, que, na ocasião, assassinaram milhões de judeus, avançaram sobre o Monte do Templo, exilando nosso povo de nossa pátria.

Muitas gerações depois, no ano de 1290, em Tisha bAv, a Inglaterra expulsou todos os seus judeus. Em 1492, Isabel de Castela e seu esposo, Fernão de Aragão, ordenaram a expulsão de todos os judeus da Espanha. Assinaram o edito de expulsão em 31 de março de 1492, dando aos judeus exatamente quatro meses para abandonar o país. A data judaica da partida de nosso povo da Espanha foi 9 de Av.

Outro evento trágico de implicações de longo alcance ocorreu em Tisha b’Av do ano de 1914: a Alemanha declarou Guerra contra a Rússia, desencadeando, assim, a 1a Guerra Mundial. Muitos historiadores afirmam que a 2a Guerra Mundial foi a conclusão prolongada da  1a Guerra. Isso significa que o conflito mais sangrento da história da humanidade, o surgimento do Nazismo e o Holocausto não se iniciaram em 1939 – mas em 1914, no 9º dia de Av.

Tisha b’Av é uma data historicamente significativa  e de profundo simbolismo. Mencionamos apenas  alguns dos trágicos eventos ocorridos nessa data.  Há muitos outros. O intervalo entre uma tragédia e outra é, por vezes, curto; outras vezes, longo; mas a sua correlação é evidente.