Morashá
100 anos do Keren Hayesod-United Israel Appeal Criação do Keren Hayesod. Londres, 1920

100 anos do Keren Hayesod-United Israel Appeal

por Abrão Lowenthal

O Keren Hayesod – United Israel Appeal foi constituído em Londres em 1920, para servir como o braço arrecadador do Povo Judeu e do Movimento Sionista. Desde sua fundação, a instituição tem-se dedicado e atuado para o crescimento e progresso do Estado de Israel.

Edição 107 - Abril de 2020


Desde seu primeiro apelo convocando os judeus de todo o mundo a ajudar na construção de um Lar Nacional Judaico, o Keren Hayesod fez história. No início, cuidou da Aliá, estabelecendo mais de 900 assentamentos urbanos e rurais e desenvolvendo a estrutura econômica, industrial, educacional e cultural para o Estado em crescimento. Apoiou também o estabelecimento de organizações nacionais e públicas, como, por exemplo, a companhia aérea nacional El Al, a Companhia Israelense de Energia, a Orquestra Filarmônica Nacional, a Universidade Hebraica, dentre outras. Em nossos dias, o Keren Hayesod faz-se presente pelo mundo em mais de 40 países, cobrindo 9 idiomas, sempre com a finalidade de estreitar os laços culturais e sociais com o Israel.

A entidade, que desde sua fundação tem estado à frente do crescimento e progresso do Estado de Israel, tornou-se, em 1956, uma Instituição Nacional, garantindo sua posição única na conexão entre Israel e o mundo judeu e os amigos de Israel.

A fundação

Entre 1917 e 1918, acontecimentos históricos mundiais lançam uma pequena esperança sobre o retorno dos judeus à Terra de Israel.

Em 1917, por meio da Declaração Balfour, o governo britânico se comprometera com o estabelecimento de um Lar Nacional Judaico, na então Palestina, em uma carta do Secretário do Exterior britânico ao presidente da comunidade judaica de Londres.

No ano seguinte, termina a 1ª Guerra Mundial, cai o império Otomano e a Conferência Internacional de San Remo, em 1919, concede à Inglaterra, em forma de mandato, a administração da então Palestina sobre as duas margens do Jordão, com a obrigação de lá estabelecer um Lar Nacional Judaico. Esta decisão de âmbito internacional é ratificada pela Liga das Nações, em 1922.

As ideias antigas de retorno a Sion, sonho sionista, tornaram-se um objetivo politicamente viável. No entanto, eram necessários amplos recursos financeiros para viabilizar a volta do Povo Judeu à sua terra, sendo a solução a criação de uma organização mundial arrecadadora com a finalidade de estabelecer um Lar Nacional Judaico em Eretz Israel.

Assim, em 1920, o Keren Hayesod foi fundado em Londres para servir como braço arrecadador do Povo Judeu e do Movimento Sionista. Entre seus fundadores estavam Chaim Weizmann, Aharon Barth e Isaac Naidich. Os primeiros diretores foram Berthold Feiwe, na capacidade de diretor-gerente, George Halpern, Vladimir Jabotinsky (também diretor de propaganda), Shelomoh Kaplansky, Shemaryahu Levin, Isaac Naidich, Lorde Israel M. Sieff e Hillel Zlatapolsky. Decidiu-se que a organização recém-fundada apelaria a sionistas e não-sionistas pedindo contribuições, em sistema sem fins lucrativos, para financiar a imigração e a colonização do tão sonhado Lar Nacional Judaico e estimular empreendimentos comerciais em parceria com o capital privado.

Na ocasião, Chaim Weizmann, eleito presidente da organização e que viria a ser o primeiro Presidente de Israel, declarou: “A chave para Eretz Israel está agora em nossas mãos e devemo-nos esforçar para ter a certeza de que, através desses portões, que se abrirão amplamente, o maior número possível de judeus entrem, fixem-se e integrem o país. Devemos fornecer a nós mesmos os meios para este maravilhoso trabalho e devemos começar ainda hoje.”

O início das atividades

Grupos de representantes viajaram para o exterior para estabelecer os escritórios do Keren Hayesod em vários países e conseguir o apoio das comunidades judaicas. Em um curto período, arrecadaram-se substanciais fundos de organizações mundiais, na Europa Ocidental e Central. Alguns dos mais famosos nomes do movimento sionista participaram intensamente nessa movimentação, dentre os quais Chaim Weizmann e Zeev (Vladimir) Jabotinsky.

Em 1921, Chaim Weizmann e Albert Einstein viajaram aos Estados Unidos para arrecadar fundos especiais para a construção da Universidade Hebraica de Jerusalém, com o suporte do Keren Hayesod. Quatro anos depois, a universidade se tornava realidade e, em sua abertura, Einstein fez um discurso que entraria para a História.

No mesmo ano, o Keren Hayesod ajudou a fundar o Banco Hapoalim e começou a construir projetos físicos na Terra de Israel, iniciando com Beit Ha’Am, em Ramat Yashay, na Baixa Galileia, em 1927.

Em 1926, foi decidido transferir o escritório central de Londres para Jerusalém. Com o estabelecimento da Agência Judaica, em 1929, o KH se tornou o seu braço arrecadador enquanto continuava com suas atividades.

Os efeitos da depressão econômica mundial de 1929 afetaram as campanhas de arrecadação do Keren Hayesod. Quando finalmente ocorreu a tão esperada recuperação econômica, veio acompanhada por uma virada dramática de eventos na Alemanha e uma necessidade cada vez maior de fundos. Após Adolf Hitler ser nomeado chanceler, em 1933, a vida dos judeus da Alemanha tornou-se cada vez mais difícil. Eles corriam grande perigo e os sionistas consideravam imprescindível agir para ajudá-los a deixar a Alemanha.

O Keren Hayesod, que desde 1922 tinha um escritório na Alemanha, teve um papel central em desenvolver planos para tirar os judeus do Terceiro Reich, levá-los para a Terra de Israel e dar-lhes condições de se estabelecerem. Um desses projetos foi a criação e desenvolvimento dos subúrbios da baía de Haifa. Como parte deste esforço, a Companhia de Assentamento Rural e dos Subúrbios (Rasco) foi fundada em 1934.

Apesar da urgência em assentar os judeus alemães, a organização continuou a apoiar o estabelecimento, em Eretz Israel, de várias instituições culturais, como a orquestra que hoje é conhecida como a Orquestra Filarmônica de Israel (1936), mundialmente reconhecida.

No fim da década de 1930, os judeus americanos se separaram do KH para criar sua própria organização de arrecadação, o United Jewish Appeal (Campanha Judaica Unificada). Desde então, o KH vem arrecadando fundos em todos os países pelo mundo, à exceção dos Estados Unidos.

2ª Guerra Mundial e pós-guerra

Durante a 2ª Guerra Mundial o KH lançou campanhas de emergência para ajudar judeus europeus e cooperar com as forças aliadas contra a Alemanha nazista.

No final da guerra, o Povo Judeu estava de luto, com mais de 6 milhões de seus irmãos assassinados pelos nazistas. Muitos líderes do KH haviam perecido no Holocausto. Mas a hora não pedia lamentos – era imprescindível ajudar os sobreviventes. A organização viu-se obrigada a se recuperar rapidamente face às prementes necessidades daqueles anos. Atuou, entre outros, para providenciar o transporte de milhares de sobreviventes para a então Palestina sob mandato britânico, em flagrante desafio às restrições impostas à imigração judaica pelos britânicos.

Na Palestina britânica os judeus lutavam pela criação de um Estado Judaico soberano. Os intensos combates atingiram o KH. Em março de 1948, um carro bomba foi detonado no pátio da Agência Judaica, em Jerusalém, matando 12 pessoas, entre as quais o diretor do Keren Hayesod, Leib Yaffe.

O Keren Hayesod e o Estado de Israel

Em 14 de maio de 1948, no Museu de Arte de Tel Aviv, David Ben-Gurion declarava a Independência do Estado de Israel. Era a realização de um sonho há muito acalentado.

Mas, ao mesmo tempo em que festejava, a população também se preparava para uma guerra que já se anunciava desde que se iniciara a contagem regressiva para a retirada dos britânicos, com a Partilha da Palestina decidida pelas Nações Unidas, em 29 de novembro de 1947. A Guerra da Independência durou quase um ano e meio, encerrando-se em meados de 1949 com armistícios entre Israel e os demais países envolvidos. A atuação do KH tornava-se imprescindível para a nova nação.

A primeira década inteira após o nascimento do Estado de Israel foi marcada por imensas ondas imigratórias. Além dos refugiados da Europa, vieram judeus do Norte da África, Iêmen, Curdistão, Iraque e Síria. Em apenas alguns anos, a população de Israel triplicou, criando uma alta demanda por empregos, habitações, escolas, hospitais, serviços culturais, educacionais e sociais, em geral.

O KH redobrou seus esforços na construção do país, ajudando a estabelecer dezenas de assentamentos urbanos, como Sderot, em 1951, e Eilat, em 1956, assim como kibutzim e moshavim. A instituição forneceu consideráveis fundos para essas comunidades, organizando novas campanhas de arrecadação pelo mundo. E, em 1955, o KH voltou a se estabelecer na Alemanha.

Em reconhecimento ao papel proeminente da organização para o desenvolvimento do país, em janeiro de 1956, o Knesset, Parlamento de Israel, aprovou uma lei – a Lei do Keren Hayesod – reconhecendo seu status único como o braço oficial de arrecadação do Estado de Israel pelo mundo (à exceção dos Estados Unidos).

Na primeira metade da década de 1960, Israel passou por uma profunda recessão econômica. O KH buscou aliviar as crescentes necessidades da população, enquanto continuava a criar novos centros comunitários. Lançou, também, uma campanha emergencial para arrecadar fundos para a imigração de judeus do Marrocos.

As décadas de 1960, 1970 e 1980

Na Guerra dos Seis Dias, em 1967, foi lançada uma campanha emergencial cuja meta era arrecadar cifras recordes, o que foi conseguido com extremo sucesso, aumentando 12 vezes a receita anual do KH. Sobre a campanha, Pinchas Sapir, lendário Ministro das Finanças, escreveu em1968: “Um capítulo especial, mesmo em sua extraordinária história, foi escrito pelo Keren Hayesod na Guerra dos Seis Dias. Nesse período viu-se a criação de uma campanha de emergência, com dimensões sem precedente. A história dessa campanha ainda não foi escrita, mas a memória desses dias, em que tive o privilégio de participar, ficará para sempre. É melhor que o texto dessa história seja escrito por poetas do que por historiadores.”

Na década de 1970, o KH focou seu trabalho em duas tarefas de importância nacional. A primeira envolvia a onda maciça de imigração para Israel. Na década anterior, a difícil situação dos judeus soviéticos tornara-se prioridade para os judeus do mundo todo, que se movimentaram de todas as formas para conseguir fazê-los sair da União Soviética. As portas da URSS finalmente se abriram, e a metade dos cerca de 185 mil imigrantes que chegaram a Israel, entre 1971 e 1974, eram judeus soviéticos. No entanto, essa imigração maciça criou uma ampla gama de necessidades e o KH se movimentou para ajudar a atender este importante desafio nacional.

A Guerra de Yom Kipur, em 1973, fez o Keren Hayesod lançar uma nova campanha emergencial arrecadatória recorde, ultrapassando o montante de 1967.

A segunda tarefa principal foi o Projeto Renewal (Renovação), um programa de reabilitação de bairros no qual o KH teve um papel fundamental. Com início em 1978, em parceria com comunidades mundiais, a instituição construiu cidades em Israel, criando assim relações diretas com as mesmas – algumas das quais ainda existem.

Nessa época, o KH passou por mudanças organizacionais, entre as quais se incluem a criação da International Women’s Division e Young Leadership. A Divisão Feminina (International Women’s Division) foi responsável por inúmeros projetos de alta relevância, permanentemente mantidos, além de sempre criar novos projetos sociais visando a mitigar as necessidade das periferias, além de projetos específicos para crianças e adolescentes. A Divisão Feminina criada replicou-se em todas as unidades do KH ao redor do mundo, atuando intensa e significativamente até os dias de hoje.

No início da década de 1980, Israel enfrentou a Primeira Guerra do Líbano. A profunda crise econômica que se abateu sobre Israel, em 1983 e 1984, levou o KH a criar programas para aliviar a angústia social.

Apoiou, também, a Operação Moshé, em 1984, que conseguiu trazer 5 mil judeus etíopes da Etiópia para Israel, em uma dramática viagem a pé pelo Sudão, onde, depois de percorrerem 600km, embarcaram em um avião israelense. A organização imediatamente se mobilizou para arrecadar fundos para suprir as prementes necessidades dos novos imigrantes, diferentes de tudo com que o Ministério de Absorção de Israel já lidara. Na época, Israel encontrava-se em uma situação interna difícil, pois eclodira a Primeira Intifada (1987-1993).

A década de 1990

Essa década dramática começou com dois eventos históricos: o colapso final da União Soviética, por um lado, e a Guerra do Golfo, por outro.

Ninguém podia prever que a poderosa URSS chegaria ao fim. Era o ano de 1991, no governo de Mikhail Gorbatchev. Com o fim do regime comunista, tornou-se possível aos judeus emigrarem livremente para Israel. Logo após, mais de um milhão de judeus que, por anos, haviam lutado pelo direito de emigrar para a terra de seus ancestrais, deixaram o país para Israel. Essa imigração mudou drasticamente a história do KH e de Israel.

O KH tem apoiado o povo de Israel por 100 anos. Nossa história é baseada em Israel e no Povo Judeu

Ademais, em 1991, mais de 14 mil judeus etíopes foram trazidos via aérea na Operação Shlomó. Cerca de 1 milhão de judeus imigraram para Israel durante essa década, sendo 900 mil somente da União Soviética. O grande número de novos imigrantes criou, mais uma vez, uma imensa demanda por serviços de imigração, habitação e empregos. Foi então que o KH lançou uma campanha especial, a Exodus, que foi muito bem sucedida entre 1990 e 1992.

O processo Oslo, em 1993, permitiu ao KH organizar eventos que não eram possíveis, anteriormente, como a realização de um tour pela Jordânia, em 1994, para participantes de sua tradicional Conferência Mundial Anual, em que se incluía um encontro com o Rei Hussein. No ano seguinte, em 1995, o Keren Hayesod patrocinou uma missão ao Marrocos.

O ano de 1993 terminaria tragicamente com o assassinato do Primeiro Ministro Yitzhak Rabin, que causou um choque generalizado.

Na ocasião do 50º aniversário de Israel, em 1998, o KH estabeleceu o Prêmio Yakir para reconhecer os melhores líderes e contribuintes da organização. Em 1991, Yitzhak Shamir, então Primeiro Ministro, havia declarado ao se referir às atuações e realizações do KH: “O Keren Hayesod e todos que o lideraram e apoiaram foram parte desta incrível saga moderna do Povo Judeu, desde o início, e você é parte de nossa satisfação atual e orgulho”.

Nesse mesmo ano, de 1998, os participantes da Conferência Mundial do KH visitaram os restos dos campos em Chipre onde, durante seu Mandato, os britânicos detinham os judeus que tentavam chegar à Terra de Israel “ilegalmente”, antes da independência do país.

80º e 90º Aniversários

Em 2000, o Keren Hayesod celebrou o seu 80º aniversário com um evento magnífico no Monte Scopus, em Jerusalém. Para marcar a ocasião foi criado um novo prêmio do KH, o prêmio Nadiv.

A onda de terror lançada pela Segunda Intifada, de 2000 a 2004, teve um impacto devastador na economia israelense, resultando em grande sofrimento social. O Keren Hayesod foi o parceiro principal na arrecadação de fundos da Agência Judaica para vítimas do terror.

A situação foi exacerbada pela crise na indústria do turismo e pela implosão da bolha da alta tecnologia. Em resposta, o Keren Hayesod desenvolveu projetos sociais de longo alcance, aos quais deu alta prioridade, sem, no entanto, parar de investir nas áreas tradicionais de atividade, absorção de imigrantes e educação judaica sionista na Diáspora.

Por exemplo, o Keren Hayesod, em parceria com a Agência Judaica, a Cisco Systems Inc. e a Academia Appleseeds, criou o programa Net@, que oferece treinamento de alta tecnologia para jovens da periferia social e geográfica de Israel. Esses jovens, alunos da 5ª à 12ª séries, são treinados durante quatro anos e saem como técnicos em redes de computação.

Durante este período, o KH intensificou as suas atividades com o público não judeu, através da sua parceria com a Irmandade Internacional de Católicos e Judeus, liderada pelo Rabino Yechiel Eckstein, criando um novo grupo de ação: “Amigos de Israel”.

Em 2010, quando o Keren Hayesod fez 90 anos, estipulou como principais metas atender as necessidades da periferia social e geográfica de Israel, não medindo esforços para cobrir a disparidade social no país. Isso se tornou seu principal foco de trabalho.

Na ocasião, o grande líder já falecido, o Presidente Shimon Peres, declarou: “É difícil crer que qualquer outra organização similar, emergida de outros povos do mundo, fosse tão criativa e envolvida em uma missão tão única de renascimento nacional. Por isso, o Keren Hayesod teve um papel central na reunião de nosso povo, e parte vital em mobilizar recursos para criar algo do nada.”

A década de 2010

A segunda década do século 21 teve início com a reafirmação do Acordo Histórico de Cooperação entre o Governo de Israel e o Keren Hayesod-United Israel Appeal para apoiar os objetivos estratégicos do país: fortalecer a sociedade israelense, particularmente em suas áreas mais carentes, sua periferia social e geográfica; tornar o processo de Aliá e absorção mais fácil; e apoiar a educação sionista na diáspora.

Em 2011, o Keren Hayesod tornou-se uma empresa de benefício público (PBC). Nos últimos 10 anos, os doadores do KH se mobilizaram repetidamente fornecendo assistência de emergência para crises humanitárias, como o incêndio devastador do Carmel (2011), e apoio durante as operações “Pilar da Defesa” (2012) e “Margem Protetora” (2014), em resposta a ataques intensos feitos pelo Hamas na região Sul do país. O KH também prestou ajuda à comunidade judaica grega em face de sua crise econômica (2012). Prestou ainda ajuda contínua às comunidades da fronteira com Gaza, que sofriam perdas humanas e materiais oriundas de ataques terroristas.

Infelizmente, essa década testemunhou o ressurgimento do vicioso antissemitismo mundial. Ocorreram ataques terroristas contra judeus e comunidades judaicas, em Israel e na Diáspora, intensificando-se o boicote econômico e intelectual contra o Estado Judeu. Somaram-se as tentativas de enfraquecê-lo – de todas as formas.

Na Diáspora, o clima hostil anti-judaico e antissionista gerou um crescimento dramático do movimento de Aliá iniciado em 2015, particularmente da França, Ucrânia e Rússia, e retomou a Aliá da Etiópia. Pela primeira vez, em 2 mil anos, o número de judeus em Eretz Israel ultrapassou o número de judeus da Diáspora.

Celebrando seu Centenário

Em julho de 2020, o Keren Hayesod celebrará 100 anos desde sua fundação. A instituição continua viva, ágil, sempre presente as necessidades de Israel e do Povo Judeu. O Keren Hayesod continua e continuará pulsando no coração do Povo Judeu.

A organização é e continuará a ser líder mundial na colaboração com o Povo de Israel. O Keren Hayesod continuará a ser a ponte que assegura uma conexão inquebrantável entre os judeus da diáspora e os judeus de Israel, tornando possível que todos sejam uma só força coletiva em prol de um Israel forte no coração do Povo Judeu, um país seguro que possa garantir uma casa para todos os judeus e um país de sucesso do qual todos possam se orgulhar.

Abrão Lowenthal é advogado, ex-presidente da B’nai-B’rith do Brasil é atual Presidente do Fundo Comunitário de São Paulo e Chairman do The Budget & Finance Committee do Keren Hayesod.