Morashá
Tishá b'Av, dia de escuridão e luz Destruição de Jerusalém pelos romanos liderados por Tito, 70 E.C.. Óleo, por David Roberts

Tishá b'Av, dia de escuridão e luz

Tishá b’Av, nono dia do mês judaico de Menachem Av, é o dia mais triste de nosso ano. Através da História, muitas tragédias de importância nacional caíram sobre nosso povo nessa data. O padrão dessas catástrofes é tão claro que é muito difícil descartá-las como coincidência.

Edição 104 - Junho de 2019


O que ocorreu para que o nono dia do mês de Av se tornasse o mais triste para o Povo Judeu? A porção Shelach da Torá, no livro Bamidbar (Números), relata a seguinte passagem: os judeus estão no deserto do Sinai, após vivenciar o milagroso Êxodo do Egito. Estão prontos para entrar na Terra Prometida. Mas, antes de o fazer, Moshé Rabenu – sem ter recebido ordem Divina para tal – envia uma missão de reconhecimento para ajudá-lo a formular uma prudente estratégia de batalha. Doze espiões – 12 líderes das Tribos de Israel – partem para a Terra Prometida. Retornam no 8o dia do mês de Av. Dez dos 12 declaram publicamente que a Terra Prometida é habitada por um povo poderoso – e, portanto, inconquistável. Ao cair daquela noite – que já era o dia 9 de Av – as notícias do relato dos espiões já espalhadas, o povo entra em pânico. Sucumbem à histeria coletiva. Ao anoitecer, em Tishá b’Av, o Povo de Israel chora e se lamenta. Apesar dos milagres e promessas Divinos, os Filhos de Israel acreditam na avaliação dos 10 espiões. Os judeus dizem preferir retornar à escravidão egípcia a tentar conquistar a Terra Prometida e serem dizimados. D’us fica profundamente descontente com essa demonstração pública de descrença em Sua promessa e poder. E jura que a geração de judeus que deixara o Egito – e que chorara ao ouvir o relato dos 10 espiões – jamais entraria na Terra Prometida. Somente seus filhos teriam tal privilégio. Mas houve uma consequência adicional ao desespero coletivo ocorrido naquela noite de 9 de Av. O Midrash cita D’us como tendo assim se pronunciado: “Seu choro e lamento é sem motivo. Determinarei que esse dia seja para vocês um dia de choro e lamento, por todas as gerações vindouras”, já anunciando os futuros infortúnios que viriam a ocorrer nessa data – Tishá b’Av.

O nono dia de Av – quando o Povo Judeu chorou desnecessariamente no deserto – tornou-se uma data marcada pela tragédia. Como profetizado pelo Midrash, nas gerações futuras os judeus haveriam de ter boas razões para chorar nessa data. Algumas das tragédias mais significativas na História Judaica, que moldaram o destino de nosso povo, ocorreram em Tishá b’Av. Uma dessas catástrofes ocorreu no ano de 422 A.E.C., quando, em 9 de Av, os exércitos de Nabucodonosor, imperador babilônico, destruíram o primeiro Templo de Jerusalém. Seus exércitos mataram 100.000 judeus e exilaram outros milhões mais. E ainda que o segundo Templo Sagrado tivesse sido construído sete décadas depois, e inaugurado no ano de 349 A.E.C., não conseguiu ter a glória do primeiro. Como nos ensina o Talmud, os milagres que ocorriam diariamente no primeiro Templo não voltaram a ocorrer. Após a queda do primeiro Templo Sagrado e o exílio babilônico que se seguiu, a vida dos judeus, mesmo dos que retornaram à Terra de Israel, jamais voltou a ser a mesma. Como vemos na história de Chanucá que, mesmo quando ainda vivia em nossa Terra, ainda no tempo do Segundo Templo, nosso povo se viu frequentemente ocupado por estrangeiros, sem independência política e perseguido por sua religião.

Foi também em Tishá b’Av, no ano de 70 E.C., que o segundo Templo de Jerusalém foi destruído. O Império Romano, comandado por Tito, o incendiou. E, segundo o historiador Josephus, durante a Grande Revolta Judaica contra Roma (66-73 E.C.), morreram mais de um milhão de judeus. Excetuando-se o Holocausto, a fracassada Grande Revolta dos judeus contra Roma, simbolizada pela queda do Segundo Templo – em Tishá b’Av – foi o capítulo mais trágico e sangrento em toda a História Judaica.

Mesmo após a derrota militar e a queda de seu Templo Sagrado, os judeus na Terra de Israel continuaram a lutar contra os ocupantes romanos. Acreditavam que seu líder militar, Shimon bar Kochba, fosse o Mashiach, que venceria os opressores e anunciaria a construção do terceiro Templo. Mas tal esperança foi por terra no ano de 133 E.C., quando Bar Kochba e seus homens foram brutalmente derrotados pelos romanos, na batalha final em Betar. A data da derrota e do massacre que se seguiram foi exatamente Tishá b’Av. Os romanos destruíram a cidade, matando mais de meio milhão de civis judeus. E, para humilhar ainda mais o Povo Judeu, o governador romano na Terra de Israel, o tirano Turnus Rufus, um ano após a queda de Betar, decidiu lavrar a terra do Monte do Templo – nosso lugar mais sagrado. Isso também ocorreu no 9º dia de Av. E os romanos reconstruíram Jerusalém como uma cidade pagã – com o nome de Aelia Capitolina – proibindo o acesso dos judeus à mesma.

Tishá b’Av através dos tempos

Tishá b’Av não foi apenas a data em que os dois Templos foram destruídos e nosso Povo exilado de sua Terra. Esse dia foi também quando os judeus foram expulsos de países que os haviam recebido e abrigado. Em 18 de julho de 1290 – 9 de Av – a Inglaterra expulsou os judeus de suas terras. Dois séculos mais tarde, a Idade de Ouro da Espanha chegou ao fim quando a Rainha Isabel de Castela e seu marido, Fernão de Aragão, ordenaram que os judeus fossem banidos de seus domínios. O édito de expulsão foi assinado em 31 de março de 1492, dando exatos quatro meses para que os judeus partissem. A data final para a presença judaica naquelas terras foi Tishá b’Av.

Outra grande tragédia que caiu sobre nosso povo – e sobre grande parte da humanidade – também ocorreu no dia 9 de Av do ano de 1914: a Alemanha declarou guerra à Rússia, lançando em ação a 1ª Guerra Mundial. Essa guerra foi uma tragédia de proporções gigantescas – não apenas por ter causado um ônus sem precedentes em mortes e destruição, mas também por ter levado à 2ª Guerra Mundial. Como disse Winston Churchill, a 2ª Guerra Mundial foi mera continuação da 1ª. Pode-se, portanto, argumentar que a ascensão da Alemanha Nazista, a 2ª Guerra Mundial – a mais devastadora de todos os tempos – e o Holocausto, capítulo mais duro na história de nosso povo – todas essas tragédias começaram, de fato, em Tishá b’Av do ano de 1914, com o irromper da 1ª Guerra Mundial.

Mais assombroso, ainda, é que foi precisamente em Tishá b’Av – 2 de agosto de 1941 – que o comandante SS Heinrich Himmler, Imach Shemó VeZichró (que seunome e sua lembrança sejam apagados), formalmente recebeu a aprovação do Partido Nazista para executar a “Solução Final para o Problema Judeu”. O genocídio sistemático de nosso povo, que levou ao extermínio de sete milhões de judeus, foi formalmente iniciado em 9 de Av. Não bastasse, foi em Tishá b’Av do ano seguinte, 23 de julho de 1942, que se iniciou a deportação em massa de judeus do Gueto de Varsóvia para o campo de morte de Treblinka.

Vimos apenas algumas das pesadas tragédias, de importância coletiva, que se abateram sobre o Povo Judeu em Tishá b’Av. Houve outras, inclusive após a 2ª Guerra Mundial. É extremamente improvável que o padrão de eventos trágicos ocorridos em Tishá b’Av seja mera coincidência. E se, por um lado, é verdade que nós, judeus, vivenciamos catástrofes em outras datas de nosso calendário, é evidente que os dias mais significativos de tragédia nacional na história do Povo Judeu caíram em 9 de Av. A queda dos dois Templos de Jerusalém não significou apenas a destruição do lugar mais sagrado na Terra, mas resultou, também, na morte e exílio de milhões de judeus, na perda de independência nacional, e em 2.000 anos de uma Diáspora que foi, em sua quase totalidade, extremamente cruel para nosso povo. A Inquisição Espanhola, que culminou com a expulsão dos judeus justamente em Tishá b’Av, foi indiscutivelmente a maior tragédia que se abateu sobre os Filhos de Israel desde a destruição do Segundo Templo. O sofrimento que causou ao Povo Judeu foi imensurável. Certamente não foi tão diabólica quanto o Holocausto, mas permanece sendo um dos capítulos mais trágicos da História Judaica.

Já o Holocausto, foi o resultado e auge de uma série de eventos ocorridos ao longo dos séculos em Tishá b’Av. Podemos perguntar: quando realmente se iniciou o Holocausto? Só terá se iniciado naquele Tishá b’Av em que a Alemanha Nazista aprovou a “Solução Final” – ou se iniciou anteriormente, naquele 9 de Av em que irrompeu a 1ª Guerra Mundial que, anos mais tarde, levaria à ascensão de Hitler e do Partido Nazista? Talvez o Holocausto tenha realmente se iniciado naquele 9 de Av em que o segundo Templo de Jerusalém foi destruído e os romanos, filhos de Esaú, expulsaram os Filhos de Israel, de sua Pátria sagrada. Não fosse o Templo destruído e nosso povo não tivesse sido exilado de nossa Terra, o Holocausto jamais teria ocorrido.

Entendendo o que representa a data de Tishá b’Av - a magnitude e as consequências das tragédias ocorridas nessa data ao longo do tempo – podemos compreender por que razão é imperativo jejuar nesse dia e cumprir as demais restrições. Tishá b’Av é o único dia do ano judaico, excetuando-se Yom Kipur, em que o jejum é à noite e de dia, ou seja, dura mais de 24 horas. São muitas as razões para jejuarmos nessa data. Uma delas é para invocar a misericórdia Divina. Ao jejuar e transcender temporariamente o âmbito físico de nossa existência, estamos aptos a influenciar os decretos Celestiais. Outro motivo para jejuarmos em 9 de Av é o fato de constituir um ato de solidariedade com o sofrimento judaico em gerações passadas.

Tishá b’Av: uma luz em meio à escuridão

Além de ser o dia mais triste do calendário judaico, Tishá b’Av traz à tona várias questões teológicas. O Talmud, que nos ordena chorar e jejuar nesse dia, também nos ensina que tudo o que D’us faz é para o bem e que nenhum mal advém dos Céus. Rabi Akiva, o maior mestre do Talmud, dizia que “Tudo o que o Misericordioso faz é para o bem”. Em nossas orações diárias, recitamos três vezes o Salmo 145, que diz: “O Eterno é bom para com todos; Sua compaixão se manifesta sobre todas as Suas Criações”. No Salmo 91 lemos que D’us, de certa forma, sofre com nosso sofrimento: “Quando ele Me chamar (chamar a D’us), hei de lhe responder; Eu estarei com ele quando enfrentar atribulações...”. De forma similar, o profeta Isaías exclama: “Ante sua angústia, Ele se angustiava...” (63:9).

Na oração da Amidá, recitada face a face com o Todo Poderoso, proclamamos, “Teu Nome é bondade”. Se D’us é a própria definição de bondade, como dizemos diariamente em nossas preces, se Ele é HaTov ve’HaMetiv – “Aquele que é bom e que faz o bem”, como explicar Tishá b’Av e todas as suas calamidades? Como explicar a queda dos dois Templos, a derrota em Betar, as expulsões, a fogueira da Inquisição e, sobretudo, o Holocausto?

Admitimos que, ao longo da História, nosso povo cometeu erros, transgrediu e até se rebelou contra D’us. Não deveriam ter entrado em pânico, no deserto, ao ouvir o relato dos espiões. Não deveriam ter cometido os pecados, contra D’us nem contra seus irmãos, que levaram à queda dos dois Templos Sagrados de Jerusalém. Mas mesmo os “filhos de gigantes” (Salmo 29) – filhos de Avraham, Itzhak e Yaacov – são seres humanos, passíveis de erros e transgressões. Todos nós somos falíveis. Como repetimos na oração de Tachanun: “Pois Ele conhecia nossa natureza, Ele se lembrava que somos pó”. Se fôssemos perfeitos, não precisaríamos da Misericórdia Divina. E, se “O Eterno é bom para com todos ...” e “Sua compaixão se manifesta sobre todas as Suas Criações”, Sua infinita bondade e misericórdia certamente se estendem àqueles que erram e pecam. Como, então, explicar Tishá b’Av e todo o sofrimento ocorrido nesse dia, ao longo dos séculos?

Não há respostas fáceis e é arrogante e cruel que aqueles dentre nós que não passaram pelo inferno dos campos de morte nazistas entrem em especulações teológicas sobre o Holocausto. Mas como o Judaísmo nós força a ver bondade em todas as coisas e acontecimentos, devemos ao menos tentar encontrar alguma luz na escuridão do dia mais triste do ano. Talvez possamos encontrar uma bênção – ou mesmo um milagre – em meio à maldição de Tishá b’Av.

Qual a benção oculta no dia 9 de Av? Um milagre – talvez o maior em toda a História Judaica: a sobrevivência de nosso povo, a despeito de todas as adversidades. O que o Povo Judeu aguentou e resistiu através dos milênios, nenhuma outra nação vivenciou. Mas sobrevivemos a tudo. Na verdade, foi mais do que sobreviver – florescemos. Nenhum povo, na face da Terra, realizou e conseguiu tanto quanto nós. Ensinamos ao mundo que o Eterno é Um, D’us Único. O Judaísmo é a base para todas as outras grandes religiões monoteístas do mundo. A Torá inspirou um número incontável de pessoas e influenciou toda a humanidade. No âmbito secular, representamos 0,2% de toda a população mundial e, no mínimo, 20% de todos os Prêmios Nobel. Apesar de todas as tragédias, a história do Povo de Israel é sinônimo de sucesso sobrenatural.

Em Tishá b’Av, sentamos no chão como os enlutados, jejuamos e cumprimos as demais proibições desse dia. No entanto, jamais devemos esquecer que a maioria das nações antigas não pode sequer lamentar os difíceis eventos de sua história – pois deixaram de existir. Babilônios e romanos destruíram nossos Templos Sagrados e exilaram nosso povo, mas eles desapareceram. E nós continuamos aqui – mais fortes do que nunca. Am Israel Chai – o Povo de Israel está vivo, ao passo que nossos inimigos históricos apenas vivem nos livros de História e nos museus. Sobrevivemos a todos que tentaram aniquilar-nos. Se perguntassem a alguém que testemunhou a destruição do segundo Templo de Jerusalém: “Daqui a 2.000 anos, qual desses dois povos, judeus ou romanos, ainda existirá? ”, esse alguém certamente teria respondido: “os romanos! ”. No entanto, o poderoso Império Romano caiu para nunca mais se erguer, destruído pelos bárbaros; e o Povo Judeu, ainda que não tivesse nem seu país nem seu exército, e sujeito à contínua perseguição – viveu para ter seu próprio Estado. O Coliseu continua de pé, mas os romanos da Antiguidade não vivem em Roma nem em outro lugar. Nosso Templo Sagrado ainda não voltou a existir, dele temos apenas seu Muro Ocidental. Mas os judeus voltaram à sua terra ancestral e a Jerusalém – coração espiritual do mundo inteiro – nossa Capital Eterna desde o tempo do Rei David. 

O milagre oculto na data de Tishá b’Av é o fato de ser um testemunho de que nem a queda de dois Templos Sagrados nem um cruel exílio de dois mil anos, nem a Inquisição Espanhola e nem sequer o Holocausto, conseguiram vencer e exterminar o Povo Judeu.

O dia 9 de Av é o mais triste do ano, mas também celebra a eternidade do Povo de Israel.

Tishá b’Av é o mais misterioso dos dias. É o mais trágico em nosso calendário. E, ainda assim, estranhamente, é um dia em que não recitamos as súplicas de Tachanun – em que confessamos e suplicamos por nossos pecados, uma oração que é omitida apenas em dias festivos. Tishá b’Av foi a data na qual caíram os dois Templos Sagrados de Jerusalém, mas o Talmud também nos ensina que essa é a data em que nascerá o Mashiach – que liderará a construção do Terceiro Templo, e, segundo alguns, o dia em que ocorrerá a Redenção Messiânica. Nossos Sábios nos dizem que quando o Mashiach vier, esse dia se converterá no mais feliz e auspicioso de todos.

Nós, judeus, sofremos muitas tragédias ao longo de nossa história, mas também vivenciamos muitos tipos de milagres, de fato, inúmeros milagres. Celebramos alguns comendo e bebendo e nos alegrando, nos dias festivos. Mas há um milagre que comemoramos com luto e jejum em Tishá b’Av. Por ironia, podemos dizer que esse tipo de milagre é o maior de todos. Os dias sagrados do Judaísmo celebram eventos extraordinários de nosso passado. Mas Tishá b’Av celebra um milagre que se repete a cada dia e que se vem repetindo há mais de 3.000 anos: a imortalidade do Povo de Israel.

Mark Twain, o grande escritor americano, manifestou-se assim sobre nosso povo: “Os egípcios, babilônios e os persas surgiram, encheram o planeta de som e esplendor e, a seguir, desapareceram como um sonho e morreram; os gregos e os romanos os seguiram, fizeram grande estardalhaço e também desapareceram; outros povos surgiram e ergueram suas tochas no alto das nações por algum tempo, mas elas se extinguiram e eles agora permanecem no crepúsculo dos tempos, ou desapareceram. Os judeus testemunharam e os venceram, e estão, hoje, onde sempre estiveram, sem sinais de decadência, sem as doenças do tempo, sem enfraquecerem seus membros, sem diminuírem suas energias, sem se escurecer sua mente alerta e vivaz. Todo o resto é mortal, exceto os judeus. Todas as outras forças se extinguem, mas eles permanecem. Qual o segredo de sua imortalidade?”.

A imortalidade do Povo Judeu é a luz que se esconde na escuridão profunda de Tishá b’Av. Isso não explica todo o sofrimento, todas as mortes. Tampouco responde às muitas perguntas que o Holocausto nos obriga fazer. Mas até a chegada do Mashiach, que responderá a todas as nossas perguntas, talvez essa seja a única resposta.

Continuaremos a guardar o dia 9 de Av até que o Mashiach chegue e construa o terceiro e eterno Templo Sagrado de Jerusalém. Em 9 de Av, sentir-nos-emos enlutados, chorando e jejuando, e recordaremos todo o sofrimento de todas as gerações de judeus que nos precederam. Mas mesmo em Tishá b’Av, dia mais triste do ano judaico, sejamos agradecidos pelo privilégio de pertencer a um povo eterno, o povo a quem D’us escolheu para Si e a quem deu a Sua Torá – um povo que continuará a existir enquanto os Céus estiverem acima da Terra.

BIBLIOGRAFIA

https://www.chabad.org/library/article_cdo/aid/946703/jewish/What-Happened-on-the-Ninth-of-Av.htm